PUBLICAÇÃO: Mulheres encarceradas: Inteligência Emocional para resgatar e fortalecer vidas após a prisão

Publicação
20/05/2022 - 13:45:00
Atualização
20/05/2022 - 13:47:46

Mulheres encarceradas: Inteligência Emocional para resgatar e fortalecer vidas após a prisão

Programa de Formação idealizado pelo Instituto Humaniza pretende ajudar mulheres em situação de cadeia a buscar autonomia e autoestima para recomeçar

 O encarceramento feminino aumentou drasticamente nos últimos anos segundo os dados apresentados pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (Dapp/FGV). Ainda de acordo com essa pesquisa, o Brasil é um dos países com o maior número de mulheres encarceradas. Em relação aos homens, o número de mulheres nas prisões é inferior, contudo, vale ressaltar que o número de mulheres em cadeia cresceu 656% entre os anos de 2000 e 2016, chegando ao patamar de 42.355 mulheres presas, ao passo que a população de homens encarcerados cresceu 293% no mesmo período.

O crescimento acentuado da classe feminina em prisões suscita o debate sobre a reintegração e ressocialização destas. Como direcionar e fortalecer as mulheres que voltam a liberdade após meses ou anos aprisionadas? As políticas públicas voltadas a essa classe feminina ainda são escassas, mas a necessidade de olhar para elas com carinho e de dar-lhes uma segunda chance é urgente. Independentemente do que tenham feito no passado, o que importa é o presente e o futuro que começará a partir do momento em que elas cumprirem sua sentença e voltarem a vida normal.

Qual a necessidade dessas mulheres? Elas ainda têm o direito a sonhar? Qual o propósito de cada uma? A escritora, especialista em Comportamento Humano e presidente do Instituto Humaniza, Magna Regina Barp percebendo esta realidade no Brasil empreendeu um projeto especial baseado no livro Ela Ilimitada voltado para as mulheres que se encontram no Sistema Penitenciário. O objetivo do projeto é incentivar, empoderar e fortalecer essas mulheres para consigam recomeçar a vida de modo bem-sucedido. Para Magna existe uma característica essencial que deve ser desenvolvida: “É preciso ensiná-las a Inteligência Emocional para prepará-las para o mundo e para ajuda-las a sair do ciclo que as colocou ali”.

O projeto foi iniciado em Porto Alegre, mas foi adiado devido a pandemia. No entanto, a especialista já se prepara para reativar o projeto e leva-lo para ajudar mulheres encarceradas em todo o Brasil. Em breve ele será iniciado nas penitenciárias do Rio Grande do Sul e do estado da Paraíba. Magna acredita que essas mulheres podem despertar para uma vida muito melhor e mais digna. “Por meio desta iniciativa queremos ajudar essas mulheres a se fortalecerem para que quando saiam deste regime possam voltar a vida de forma autônoma. Queremos que elas resgatem os valores e construam uma vida bem-sucedida”, diz.

O projeto inclui encontros presenciais realizados nas penitenciárias com o intuito de ouvir e levar conhecimento e formação emocional. Como especialista do comportamento humano, Magna sabe que o aprendizado vai mudar vidas. “Elas precisam cuidar do seu sistema emocional. Um sistema emocional curado fará com que elas voltem para a vida de forma plena. Acredito que sairão melhor do que entraram. A mente dessas mulheres se abrirá. São muitas histórias de vidas que se encontram nas cadeias femininas. Muitas mulheres viveram uma realidade dura de muita dificuldade, e através deste olhar mais humano é possível resgatar a autoestima e autonomia. A história delas não acabou, elas devem continuar a ser contadas. Nosso objetivo é emponderar as mulheres que estão vivendo nos presídios para que entendam que elas podem mais, que conseguem ser livres, que podem empreender e sobreviver sem depender de ninguém. Queremos ajuda-las a ter sua dignidade restaurada”, afirma Magna. 


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Nome do Autor: Instituto Humaniza
Fonte da Publicação: Instituto Humaniza

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