Um evento de suma importância para o avanço das políticas públicas sobre drogas no Brasil leva participante do CEMAR ao Encontro Formativo dos Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social (CAIS) e a Oficina Temática CAIS Povos Indígenas, realizados em 30 de junho e 1º de julho de 2025. Alexsandro da Silva Fernandes esteve participando do encontro que reuniu autoridades, representantes da sociedade civil e lideranças indígenas para um diálogo construtivo e a qualificação de estratégias de cuidado e acesso a direitos.
Contexto e Objetivos do Encontro:
O Encontro Formativo dos CAIS é uma iniciativa da SENAD/MJSP que visa fortalecer a rede de colaboração entre o poder público, a sociedade civil e os povos indígenas na construção de políticas públicas eficazes e inclusivas. O evento, realizado em formato híbrido com atividades presenciais em Brasília/DF e participação remota, foi destinado a convidados previamente indicados, incluindo representantes de Organizações da Sociedade Civil (OSCs) selecionadas por edital, lideranças indígenas, membros do CONAD, gestores públicos e equipes dos CAIS em territórios prioritários.
Os objetivos principais da iniciativa foram: * Promover um espaço estratégico de qualificação técnica. * Estimular a escuta ativa e o diálogo intercultural. * Fortalecer a articulação política entre os diversos atores envolvidos. * Romper com a lógica de subalternidade, promovendo o reconhecimento da autonomia e dos saberes tradicionais indígenas. * Construir pontes entre o Estado, a sociedade civil e os povos indígenas para o fortalecimento dos CAIS como dispositivos de cuidado, acesso a direitos e inclusão social.
O evento buscou, assim, uma política pública de drogas mais justa, enraizada nos territórios, centrada nas pessoas e forjada no diálogo entre saberes diversos, reconhecendo os impactos históricos do colonialismo e das políticas estatais sobre as pessoas com vulnerabilidades agravadas.
Participantes Chave e o Diálogo Interinstitucional:
O evento contou com a presença de importantes figuras do cenário político e social brasileiro, reforçando o caráter intersetorial e colaborativo da iniciativa. Entre os participantes, destaca-se Alexsandro da Silva Fernandes, representante do Centro de Educação Integral Margarida Pereira da Silva (CEMAR), de Pombal, Paraíba e do Instituto Humaniza. A presença de Alexsandro representando o CEMAR e o Instituto Humaniza, demonstra o engajamento de organizações da sociedade civil de diferentes regiões do país, trazendo a perspectiva e as experiências de quem atua diretamente na base, especialmente com crianças, adolescentes e jovens, e na defesa dos direitos humanos.
Um momento crucial foi o trabalho em grupos para definir os princípios do trabalho do CAIS com povos indígenas, buscando ferramentas e tecnologias em redução de danos que respeitem as especificidades culturais e territoriais. A programação incluiu ainda a discussão sobre o tráfico de drogas e o Desenvolvimento Alternativo Sustentável (DAS), e um evento paralelo online sobre instrumentos de execução, gestão dos CAIS e aspectos jurídicos, voltado para profissionais das OSCs.
O Impacto e o Futuro dos CAIS:
O Encontro Formativo e a Oficina Temática CAIS Povos Indígenas representam um marco na evolução das políticas sobre drogas no Brasil. Ao promover o diálogo intercultural e a articulação entre diferentes esferas do governo, a sociedade civil e os povos indígenas, o evento fortalece a concepção dos CAIS como centros de acesso a direitos e inclusão social. A ênfase na qualificação técnica, na escuta ativa e no reconhecimento dos saberes tradicionais indígenas pavimenta o caminho para a implementação de políticas mais sensíveis, eficazes e respeitosas.
O futuro dos CAIS se desenha com a promessa de uma abordagem mais integrada e humanizada, onde a prevenção, o cuidado e a reinserção social são pautados pela diversidade e pelas necessidades específicas de cada comunidade. A colaboração contínua entre as instituições como o Instituto Humaniza, o CEMAR e os órgãos públicos valorizando as experiências locais serão fundamentais para que os CAIS cumpram seu papel de promover a cidadania e a dignidade para todos os brasileiros, especialmente aqueles em situação de maior vulnerabilidade.